Tomar a decisão de tocar, depois de já ter percorrido o caminho de outras atividades intelectuais e físicas pode não ser uma tarefa fácil, pois envolve uma mudança no padrão do pensamento altera inevitavelmente alguma estrutura no cérebro.
E é exatamente por isso que a música tem sido estimulada como prática – para auxiliar na mudança de comportamento.
O início pode ser por meio da apreciação musical. Nessa fase, é ensinado que a observação de uma melodia, de seu caminho harmônico e do seu padrão rítmico, não está restrita aos técnicos em música. Não é preciso fazer um curso especial para entender a música. O som é um elemento percebido pela natureza, e perceber que estamos entendendo o que estamos ouvindo traz uma quase indescritível sensação de realização.
Agora, imagine a sensação de transmitir o som que é gerado no seu pensamento. Porque que pensamos sonoramente o tempo todo. Se você não acredita nessa afirmação, pare e observe o que está acontecendo exatamente nesse momento dentro da sua “cabeça”.
Estamos constantemente expostos aos sons. Ainda que o lugar seja silencioso, a natureza tem som. E mais ainda, os nossos pensamentos têm som. Se você ouvir a frase que está pensando agora, como se ela fosse uma melodia: imagine que ela está sendo cantada (como as representações operísticas, onde o texto é cantado) e lembre-se que ninguém está ouvindo isso, só você! Pronto. Esse som é seu. Mesmo que você tenha feito uso de alguma melodia já conhecida, ainda assim a representação interna é sua. Afinal, podemos usar as mesmas palavras e nem por isso estaremos falando a mesma coisa.
Esta é apenas uma pequena introdução. Devemos reconhecer o terreno antes de andar por ele. Aproxime-se do som. E lembre-se de que aprender a tocar sempre trará mais benefícios do que problemas!
Post por Silvia Goes; editado por Samy Dana e Octavio Augusto de Barros.
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